domingo, julho 03, 2005

the cultural error of rural literature

Serviços de inteligência (ou, antes, inteligências) da FCSH têm nova pista para a localização de Osama Bin Landen.
Pensa-se que o terrorista poderá ter escolhido como refúgio a zona do Martim Moniz, dedicando-se a vender telemóveis e, durante a noite, a abordar os lisboetas e demais turistas, com a famosa frase "qué frô?", trocando as balas do cinto por rosas e o turbante por tiaras de luzinhas.

Não, não enlouqueci.

Uma ida à praia com a minha morena alta fez-me revisitar momentos de delírio no espaço azul e branco que é a Nova, e sentir-me ainda mais nostálgica. Desde pardais gigantes de nome Balone a gelatinas espancadas, às pombas assassinas do sacristão, armadas com bombas de nitroglicerina. E os professores... O paz de alma que escolheu dar aulas naquela faculdade porque a esplanada é amarela, a pistoleira, a chaminé obcecada com o "Ai flores do verde pinho", o tarado, a personagem do Asterix, a dear. Os quiasmos.
As saudades.

(Embalada pelas memórias, adicionei o inactivo - mas glorioso nos seus dias - Território Literário aos links. Quem não conhecer, espreite, que era mesmo bom.)

3 comentários:

Anónimo disse...

Valha-me Deus!

Anónimo disse...

Sabes que mais? Além de ser o teu dia de anos, este comentário é feito na Nova, mais exactamente da Torre, que é suposta e fisicamente a representação de um livro aberto, isto para alguém que se desloque no sentido da Gulbenkian, vindo da Praça de Touros. Cá dentro, especialmente para o pessoal dos departamentos opostos à torre, nomeadamente LLM, sociologia e que mais, levam com a capa e contra capa; será que nos mostram a capa do livro para que tenhamos curiosidade em entrar, aprender, ou será que só os departamentos na grande torre livresca são tidos como respeitáveis ou reconhecidos como verdadeiro caminho do conhecimento, já que estão dentro do livro? Bom, se analisarmos as coisa sob égide da senioridade (talvez neologismo acabado de sair do forno - you know me...), ganham os mais velhos edifícios/departamentos, pois foram os pioneiros no destronar da condição monopolista sobre as letras detida na altura pela Univerisdade Clássica de Lisboa. Isto faz despertar memórias semeadas em distantes aulas de tradução com a Rocha Afonso, que chegou a comentar os velhos dias (o people das obras a interromper as aulas, num espaço ainda en formação física - se bem houve a chance de inalar um leve cheirinho disso, aquando das intalações de ar condicionado, pinturas, etc.).
Assim , o livro é uma homenagem aos pioneiros departamentos.
Agora, em relação ao gradeamento, venho neste documento corrigir o conteúdo injectada na altura da composição do meu poema prosaico "NOVA" (se bem que já não tenho acesso ao mesmo já há uns anitos): o gradeamento não tem nada que ver com cenários apocalípticos nem campos de concentração nem empalamentos; reconheço nesses mesmos muros uma divisão entre a realidade estudantil/académica e suposta vida real, a selva lá fora. Essa tão agressivas grades são - e isto não é escrito com o intuito de informar ou dar a conhecer, pois acho que se chegou a falar sobre o que a seguir se vai apresentar - a representação de uma ave a bater asas, isto, julgo ter me sido díto pelo Miguel de LMM I/A, se se passar de carro a 120km/h ou o lá perto, que é exactamente o que acontece na Avenida de Berna...
Um livro aberto com o conteúdo virado para quem não é da faculdade (Oh mais puro altruísmo!), uma ave imobilizadamente móvel (hum, mais um de eternos paradoxos...?) e muitos, muitas entradas na divisão de queimados (agora tristemente com pele regenerada... Mas viva, na mesma! Parabéns.

fred

Anónimo disse...

E a Rocha Afonso fica grata aos céus por verificar que os alunos podem não ter aprendido a traduzir mas que se lembram das velhas histórias da Nova... Um abraço.
Para si que faz (fez, ai de mim!) anos, um grande beijinho penitente.